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Petróleo se inspira em Wall Street e fecha em alta expressiva

27/12/2018 | Dow Jones Newswires

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, 26, com ganhos expressivos, alimentados por uma recuperação nas bolsas americanas e em uma crença de que a desaceleração da economia global e o enfraquecimento da demanda pelo óleo podem ser exagerados.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em fevereiro fechou em alta de 8,68%, para US$ 46,22 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para entrega em março saltou 7,85%, para US$ 54,76.

A queda de quase 7% dos preços do petróleo na segunda-feira foi atribuída, em grande parte, à aversão a risco relacionada à liquidação sofrida pelas bolsas em Nova York. No entanto, com as ações americanas se recuperando fortemente nesta quarta-feira, o que impulsionou os preços do petróleo. “Se a economia não está tão ruim quanto os mercados estavam sugerindo, então é muito possível que rapidamente caiamos em um mercado que precisa de petróleo”, afirmou o analista sênior de mercados da Price Futures, Phil Flynn.

Mesmo com os fortes ganhos desta quarta-feira, no entanto, os preços do petróleo permanecem cerca de 40% abaixo do pico registrado no início de outubro. O “bear market” se deve, em grande parte, a preocupações com excesso de oferta de petróleo, já que a produção de óleo dos EUA se encaminha para 12 milhões de barris por dia, enquanto a produção de outros grandes produtores, como Rússia e Arábia Saudita, também permanece robusta.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e um grupo de países produtores de óleo liderado pela Rússia concordaram, no início deste mês, em reduzir os níveis de produção em 1,2 milhão de barris por dia no próximo ano, e autoridades indicaram na semana passada que cortes ainda mais acentuados são possíveis.

No entanto, os mercados de petróleo ignoraram as notícias otimistas recentemente. Analistas da Drillinginfo, sediada em Austin, disseram que o mercado “parece convencido de que os cortes na produção pelos participantes do acordo Opep+ podem não ser implementados de acordo com o plano, nem serão suficientes para compensar o declínio esperado no crescimento da demanda global”.